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FDTE INFORMA #18

INTOLERÂNCIA

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

A rivalidade entre brasileiros e argentinos é antiga e, no futebol, chega a tornar-se motivo de brigas físicas. Eu mesmo, quando posso, torço contra a Argentina (no futebol).

Ainda assim fiquei muito impressionado com a hostilização sistemática da torcida brasileira, nas Olimpíadas, aos atletas argentinos, mesmo que não se tratassem de disputas contra atletas brasileiros.

Ali atravessou-se uma linha tênue entre a rivalidade e a intolerância. Somos anfitriões e, como tal, simplesmente não temos o direito de receber mal qualquer dos países convidados para as provas disputadas na Rio 2016.

Tolerância, na verdade, se aprende em casa. E, em nome de uma convivência civilizada, é preciso praticá-la em todos os ambientes. Tolerância é, entre outras coisas, a capacidade (e a disposição) de colocar-se na pele do outro.

Pessoas tolerantes são, em geral, cidadãos melhores. Temos defendido, na Escola Politécnica, respeito aos diferentes - sejam diferenças de gênero, de opinião, de etnia ou de classe social.

Que nossos jovens não sigam o exemplo da torcida presente aos jogos olímpicos, vaiando o adversário, principalmente quando este está em menor número e é visitante de nossa casa. É assim que tem início o "bullying", problema enorme no meio escolar. E o que é o "bullying", senão a intolerância levada ao extremo?

Que recebam bem o estudante diferente daquilo julgado como "padrão". Ou que têm dificuldades e características diversas das suas, ou ainda origens diferentes. Que, principalmente, percebam o quanto este comportamento - a tolerância - desde que disseminado, poderá contribuir para uma sociedade mais justa e equilibrada.

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André Steagall Gertsenchtein