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Criada em São Paulo a primeira unidade EMBRAPII POLI-USP

Criada em São Paulo a primeira unidade EMBRAPII POLI-USP

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Parceria entre a Poli-USP, FDTE e Embrapii viabilizará investimento de R$ 30 milhões para estimular indústrias da construção a desenvolver projetos de P&D

Em solenidade realizada na última sexta-feira (28-08), durante o 10º Concrete Show South America, em São Paulo, foi anunciada a criação da primeira unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) em parceria com a Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP). A Unidade Embrapii Poli/USP – Materiais para Construção Ecoeficiente, coordenada pelo professor Vanderley John, do Laboratório de Microestrutura e Ecoeficiência de Materiais (LME) do Departamento De Engenharia e Construção Civil da Poli, visa reduzir o impacto ambiental da produção de concreto e materiais cimentícios, particularmente relativo à emissão de gases de efeito estufa. Trata-se da primeira instituição de pesquisa da rede EMBRAPII que atuará no setor da construção civil e que terá como foco soluções ecoeficientes.

A Unidade Embrapii Poli/USP, formada pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo e a Fundação para o Desenvolvimento da Tecnologia (FDTE), terá cerca de R$ 30 milhões para realizar projetos de inovação na área de construção civil ecoeficiente. Os recursos serão investidos ao longo dos próximos seis anos. Para cada projeto aprovado, as despesas serão divididas entre a Embrapii, a Poli-USP e a empresa beneficiada. Na média a Embrapii entra com 30% dos recursos financeiros, a unidade entra com a parte não financeira, como recursos humanos e infraestrutura laboratorial e a empresa parceira entra com a diferença. O processo de contratação é rápido, flexível e desburocratizado.

De acordo com o diretor-presidente da Embrapii, Jorge Almeida Guimarães, o sistema hoje conta com 28 unidades que trabalham com 100 empresas parceiras, representando R$ 100 milhões em contratos. “As unidades são selecionadas em um processo extremamente competitivo. A Poli-USP foi uma de dez unidades escolhidas entre 110 concorrentes, uma seleção dura”, comentou. “A Embrapii não é vinculada a ministério, somos uma empresa privada gerida por empresários e encontramos nas empresas uma receptividade muito grande”, afirmou.

O diretor da Poli, professor José Roberto Castilho Piqueira, ressaltou a importância da unidade diante do cenário de esgotamento de matéria-prima, de fontes de energia e de recursos hídricos. Para ele é fundamental que o meio acadêmico se preocupe com a obtenção de novas soluções que envolvam o reaproveitamento de materiais e que esse reaproveitamento seja eficiente, traga economia, qualidade e durabilidade dos novos materiais a serem desenvolvidos. Piqueira lembrou que a Poli foi criada há 123 anos e que uma das primeiras atividades da escola foi o desenvolvimento e a certificação de materiais de construção. “A interação entre a universidade e o setor produtivo foi a base da fundação da Escola. A Poli, desde sua fundação, realizou grandes parcerias com a indústria e com o setor de serviços, na área pública e privada,

e levou para a sociedade inovações e soluções que melhoraram a qualidade de vida das pessoas na cidade, no estado e no país,” destacou.

Para o vice-reitor da Universidade de São Paulo, Vahan Agopian, a USP é a primeira autarquia do estado de São Paulo a assinar um convênio com a Embrapii e que, para tanto, a legislação federal precisou se compatibilizar com a burocracia estadual. “Este convênio foi possível graças ao trabalho dos departamentos jurídicos da USP e da Embrapii”, afirmou, lembrando da importância do apoio da FDTE para a viabilização do convênio com a Embrapii. O superintendente da FDTE, André Steagall Gertsenchtein afirmou que a instituição é a fundação de apoio à Escola Politécnica. “A FDTE e a Poli mantêm uma parceria da qual muito nos orgulhamos”, afirmou.

Além dos representantes da Poli, da USP, da FDTE e da Embrapii, participaram da assinatura do convênio o presidente da Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP), Renato Giusti, e a diretora técnica da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat), Laura Marcellini.

Sobre a FDTE:

A FDTE é uma fundação de direito privado, independente e sem fins lucrativos, instituída por docentes e pesquisadores da POLI-USP em 1º de dezembro de 1972 tendo por objetivo principal desenvolver a engenharia com apoio da pesquisa e do conhecimento da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo por meio de projetos para o mercado e sociedade. Desde a sua criação, foram executados mais de 1300 projetos. Projetos que oferecem soluções de Engenharia, Tecnologia e Educação à sociedade brasileira não somente com o apoio da Escola Politécnica, mas também com outras unidades da Universidade de São Paulo entre as quais o Instituto de Química, o Instituto de Pesquisas Tecnológicas - IPT, o Instituto de Eletrotécnica, a Marinha do Brasil, e, ainda, diretamente, com empresas como Vale, Petrobrás, AES Eletropaulo, Grupo CCR, entre outras.

Sobre a Escola Politécnica:

A Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) é a maior e mais tradicional instituição pública de ensino e pesquisa em engenharia do país. Com dois campi, na Capital e Baixada Santista, possui 500 docentes – quase a totalidade com título de doutor e 72% trabalhando em regime de dedicação integral. Eles são responsáveis por 17 cursos de graduação e 12 programas de pós-graduação, reunindo um conjunto de mais de 6 mil alunos. A Poli é considerada o maior dentro de pesquisa em engenharia do país, com quase uma centena de grupos de pesquisa – a maior parte deles focada em pesquisa aplicada.

Sobre a EMBRAPII :

A Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (EMBRAPII) foi criada em 2013 pelo governo federal com o objetivo de estimular a inovação na indústria brasileira. Ela

tem por missão apoiar instituições de pesquisa tecnológica, em áreas de competência específicas, para que executem projetos de pesquisa inovadores, em cooperação com empresas do setor industrial. Atualmente, 29 instituições tecnológicas são credenciadas pela EMBRAPII, sendo 24 unidades, incluindo a Poli, e cinco polos de inovação. Desde sua criação, a EMBRAPII já investiu em 108 projetos num total de R$ 178 milhões.